Poema 14
Sei que a ternura
Não é coisa que se peça,
E dar-se não significa
Que alguém a queira ou mereça.
Estas verdades,
Que são do senso-comum,
Não me dão conformação
Nem sentimento nenhum
De haver força ou dignidade
Na minha sabedoria...
Eu preferia
- Sinceramente, preferia! –
Que, contra as leis recolhidas
No que ficam dos destroços
De outras vidas,
Tu me desses a ternura que te peço;
Ou que, por fim, reparasses
Que a mereço.
Reinaldo Ferreira
(1922 – 1959)
(Do arquivo de Pedro Valdoy
Não conhecia o Poeta Reinaldo Ferreira.
ResponderEliminarGosto imenso.
Grata, Pedro Valdoy, pela partilha e por ter enriquecido minha cultura.
Beijinho,
ZCH